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Set 08

Rio Nabão - Ponte Velha   O primeiro artigo que aqui se escreve, diz respeito, a outro lamentável problema nabantino, que se prende pela falta de civismo, não o civismo público (que o é também), mas o civismo político, que há anos a fio vem tombando o débil equilibrio camarário, falo obviamente, da mais que óbvia incapacidade de concenso entre os principais intervenenientes, para o sucesso de qualquer metrópole, como em quase todo o território nacional, é notorório logo há primeira vista o seguinte, existem três tempos paralelos, se assim se pode dizer, um é o tempo normal, que uma qualquer economia leva a se desenvolver, tomando em conta as suas especificidades e necessidades, outro é o tempo que se idializa, e que parece perfeito, pretendido por todos e prometido por uns, e finalmente, o tempo político, que vulgarmente se populariza por derrapagens financeiras, erros técnicos, e medidas inuteis. E como se observa isto? Não se pode dizer que Tomar estivesse atrasada na média nacional, em certa medida, o timing nabantino até estava medianamente correcto, um índice de produtividade equiparável às principais regiões industriais portuguesas. Embora estando enfim num tempo médio e perfeitamente aceitável, acontece que de há duas décadas, os outros tempos, começam a interferir, todos nós queremos que tudo corra pelo melhor, e quando assim é, as principais forças políticas entram em cena, prometendo mundos e fundos e pior do que isso, resultados quase instantâneos, ora como muitos devem saber, isso é em larga maioria, a economia não se desenvolve em escassos anos. Infelizmente, na luta política não prevalece o comum, mas sim, tentar ganhar cada eleição num ciclo de 4 anos, e se por um lado, foi prometido o céu, mas, na verdade, isso foi impossível, assiste-se a uma tentativa desesperada de cativar os eleitores, pondo em risco o tempo normal, usualmente, o que se faz é por altura das grandes decisões construirem-se obras de impacto ou simplesmente falando, obras de fachada, cujo intuito é o de promover pessoalmente o lider do momento, levando ao esquecimento das reais necessidades colectivas.

   É isto que aconteceu em Tomar, resultado: obras sem nexo, gastos fúteis, endividamentos e pior, retrocesso económico.

   No caso tomarense, muita gente viu no turismo uma óptima fonte para o desenvolvimento, de seguida, projectos impraticáveis, descuido da actividade industrial, tentativas de auto-promoção pública que geraram, a quebra da secular actividade indústrial, mau aproveitamento dos recursos turísticos, e sobre-endividamento camarário, não contando obras erróneas ou fora de prazo que apenas servem de pura propaganda política.

 

   Mas infelizmente isto não fica aqui, como não basta esta ânsia de fazer passar trabalho feito, existem ainda os meandros da política, acusações e trocas acesas de palavras que originam autênticas discussões disparatadas e improdutivas. E claro, o eterno embate entre o PS, PSD e algumas pessoas que ora andam aqui ora andam ali.

   Poder-se-ia referir vários aspectos, como sendo o recente caso entre Luis Ferreira deputado municipal e Pedro Marque vereador dos Independentes, de seguida vai uma transcrição de um artigo de opinião publicado esta semana no Jornal Cidade de Tomar, escreve Luir Ferreira: "Em política, como na vida direi mesmo, a memória é importante. Cometer o mesmo erro várias vezes ou é sintoma de ignorância ou de masoquismo. Penso que por uma razão, quer pela outra, esquecer o que forma os anos de Pedro Marques como presidente de câmara em Tomar seria para todos um erro colossal e de consequências imprevisíveis!" e, perante este comentário, o que se pode dizer, tudo bem, não se deverá esquecer esse tempo, mas acima de tudo não nos podemos esquecer da era Pedro Marque e PS, sendo assim com que moral se presta o PS em se achar a alternativa para o município tomarense? O próprio PS (ou pelo menos um seu deputado) afirma que o mandato PS de Pedro Marques foi mau. A ser assim, será que o PS não tem culpa, obviamente que tem, e vir agora acusar uma pessoa, na altura cabeça de lista do PS e leito pelo PS, é no mínimo deplorável, e com isto não se defende Pedro Marques, condena-se sim as opções políticas do PS é da sua tão grande arrogância e falsidade.

 

   Ora se por um lado está mais do que provável que o PS de Tomar, não soube liderar quando teve oportunidade e pior do que isso vir depositar todas as culpas numa mesma pessoa e, igualmente olhando para o que o PSD tem feito, obras sem nexo, errors graves de planeamento e erros nas próprias obras, sem contar com a quase situação de falência da Câmara, resta-nos interrogar: NÃO ESTARÁ NA ALTURA DE MUDAR? BE OU CDU?

 

   Fica a questão!

publicado por Antigo Mail às 18:48
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Sr. Virgílio Alves

Compreendendo o seu ponto de vista, que vai no sentido de tentar demonstrar que o problema de Tomar reside no PS e no PSD, sendo a alternativa, para si óbvia, o BE ou a CDU, permita-me discordar pelo menos num ponto:

A relação entre o Dr.Pedro Marque e o PS terminou em divórcio claro quando em 1996, por unanimidade este (PS) decidiu não recandidatar o seu Presidente,conforme expliquei em artigo de 7 de Agosto no templário.

Esta decisão tendo custado ao PS a Presidência da Autarquia, que muito provavelmente teria mantido na sua recandidatura em 1997, foi correcta porque o PS percebeu que o tipo de atitude e de "cultura administrativa" desenvolvida pelo Dr.Pedro Marques era lesiva dos interesses de Tomar.

Nesse sentido o PS prejudicou-se a si próprio, mas defendeu Tomar, ao retirar a esta individualidade a possibilidade de se manter no poder em Tomar.

E é isso que a todo o custo pretendemos evitar que possa continuar a acontecer agora e a partir de 2009!
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Sr. Virgílio Alves <BR><BR>Compreendendo o seu ponto de vista, que vai no sentido de tentar demonstrar que o problema de Tomar reside no PS e no PSD, sendo a alternativa, para si óbvia, o BE ou a CDU, permita-me discordar pelo menos num ponto: <BR><BR>A relação entre o Dr.Pedro Marque e o PS terminou em divórcio claro quando em 1996, por unanimidade este (PS) decidiu não recandidatar o seu Presidente,conforme expliquei em artigo de 7 de Agosto no templário. <BR><BR>Esta decisão tendo custado ao PS a Presidência da Autarquia, que muito provavelmente teria mantido na sua recandidatura em 1997, foi correcta porque o PS percebeu que o tipo de atitude e de "cultura administrativa" desenvolvida pelo Dr.Pedro Marques era lesiva dos interesses de Tomar. <BR><BR>Nesse sentido o PS prejudicou-se a si próprio, mas defendeu Tomar, ao retirar a esta individualidade a possibilidade de se manter no poder em Tomar. <BR><BR>E é isso que a todo o custo pretendemos evitar que possa continuar a acontecer agora e a partir de 2009! <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Luis</A> Ferreira <BR>Líder da Bancada Socialista da Assembleia Municipal
Luis Ferreira a 8 de Setembro de 2008 às 10:05

Agradeço resposta, e posso garantir o seguinte, isto sem descrédito pelas opções políticas de cada um, defendo obviamente a CDU, penso que se nota na minha personalidade. E basta ver a generalidade dos municípios da CDU para se constatar que é pautado pelo trabalho bem feito e o sentido pratico de governação, o mesmo não se pode ver no PS, PSD ou mesmo nas coligações PSD-PP. E Tomar não é excepção. E acredito que mais cedo ou mais tarde, isso terá reflexo, em Tomar as coisas levam o seu tempo, o conservadorismo em certo grau e a inflexibilidade das mentes nabantinas ainda não o permite, mas num período breve, as coisas hão-de "ir ao sítio".
E o que é certo é que vós assumistes em tempos a Câmara bem como o PSD, mas Tomar em nenhum caso progrediu.

p.s.: Parece existir um erro de sintaxe html no seu comentário, algo que lhe estou alheio.
Antigo Mail a 8 de Setembro de 2008 às 12:18

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